máscara maldita, esta que não se quer terminar
ajusta-se à pele e cria em mim
o silêncio do sono que não tem fim...
procura em mim o medo de viver,
de que me magoes, de sofrer...
o medo de começar a respirar
a esperança morta de te tocar.
e a saudade despedida de nús problemas,
caracteriza em mim o relembrar dos poemas,
que te escrevi quando estava na cama vazia,
em que pensei quando te tinha pela mão...
e erguida de orgulhos e preconceitos, deito-me agora
no mar que foi teu e meu em tempos de glória.
procuro a vontade de te ter aqui,
cravada pela indiferença de me teres ai,
partida pela vontade de existir,
na pedra da idade que jaz em mim...
o coração toca e fala por si.
o corpo renega-se mais uma vez, sem fim.
a cidade apaga-se ao som do teu beijo,
e eu fico no escuro a rezar que não me vejas...
a cabeça mentaliza-se do erro que fiz,
livrando-te de pecados que eu cometi,
as florestas vagueiam-se pelo mar aberto,
e eu só rezo que tu estejas mais perto.
hoje.
amanhã.
desperta, eu espero.














Comments